O metrossexualismo hoje é visto como um parente próximo do homossexualismo. E isto está errado. Tá certo que os que mais seguem esta tendência são os homossexuais. Mas também existem homens que gostam de se cuidar, de tratar de sua aparência (e não parecer um orangotango), de cozinhar, de ser fashion.
O céu abriu, a chuva passou. Tempo de ressequidão em meu quintal. O motivo é simples: tive o ego massageado. Fui posto em um pedestal e idolatrado.
As gotas de chuva caem e minhas lágrimas as acompanham. Chora o céu e eu chovo por dentro. Há sensação pior que a de estar carente, precisando de um carinho?
Tu já desejou algo ou alguém, mas estudou o campo primeiro? Só pra ver se jogam o mesmo jogo que tu?
...de todas as cores, de todas idades, de todos gostos, de todos trejeitos, de todas as formas.
Amo a exuberância da mulher brasileira. Amo, ainda mais, o jeitinho que só a brasileira tem. Sou um eterno apaixonado. Alguns (algumas) não irão compreender-me.
As mulheres devem ser amadas como o calendário ama os dias. E as folhas deste calendário passam e dão lugar a outro número. Assim, o tempo passa. As mulheres são dignas de um amor tal qual as ondas para o mar: as ondas massageando suas costas.
As mulheres são casadas com sua própria beleza. São adornadas de mistérios, que um dia hei de conhecer.
A verdade é que não gostaria de tal feito, pois acabaria o meu encanto. Acabaria a paixão que sinto por cada uma, como se fossem dias no meu calendário.
As mulheres nos amam, sim. Mas amam do jeito delas, o que é bem diferente da maioria dos homens. Mulher é sinônimo de orgulho, é uma gota d'água que, frente à seca escaldante do deserto do nordeste, nunca seca - apenas para manter a pose esbelta e firme.
As mulheres representam cada gota do meu oceano.
Cada passada do ponteiro do relógio me dói o âmago. Sinto que perco, a cada segundo, uma mulher em minha vida.
Mas olho o calendário, e sei que elas estão ali, nas folhas atrás. Retrocedo. Passo o dedo pelas folhas amareladas pelo tempo, e vejo as fotos do catálogo: Ah, que tempo bom!
A primavera está por chegar.
Não, não morri ainda. Ainda tenho uns 70 anos pela frente. Apenas estou escrevendo para me lembrar lá na frente, antes que desintegre mais a minha já tão afetada memória. Sofro de alguma síndrome que me faz esquecer das coisas, datas, pessoas, ações, momentos, tudo. As pessoas pensam que sou apenas um idiota, abandonando-as de um jeito que as torne órfãs de minha presença.